- Nunca mais repita isso!
- Não disse nada...
- Pois então, nunca mais repita esse silêncio!
- Barriga da perna tem cólica? Tem estrelas no céu da boca? Quem anda muito na linha o trem pega?
- Que isso?
- Minha tentativa de não repetir aquilo.
- Aquilo o quê?
- O silêncio. O silêncio que grita meu prazer em ficar olhando o seu perfil de estátua grega, vendo o ballet dos seus dedos batendo a cinza no cinzeiro, seu dedão do pé esquerdo coçando o tornozelo direito, sabendo que é a sua nuca a primeira paisagem das minhas manhães, eu...
- Ta começando a novela. Silêncio!
27/10/09
dos amores impossíveis - VII
20/10/09
dos amores impossíveis - VI
14/10/09
dos amores impossíveis - V
Esperança, que de verde não tinha nada além do fato de nunca ficar madura o que a transformaria em Certeza.Todas as marcas que a vida fizera em seu olhar. Todas as covas que as lágrimas deixaram em seu sorriso. Mãos não mais capazes de gestos e os fizera quando ainda acreditava que os hovesse que valessem a dor de ser. Esquecida dos passos de todas as valsas, disse sim. E, dançaram. E dançaram pelas estrelas da via-láctea, pelos anéis de Saturno, por desconhecidas galáxias. E dançaram até à luz. Ele, resplandeceu. Esperança, uma sombra, escorregou no arco-íris, pra muito além do fim do mundo.
11/10/09
dos amores impossíveis - IV
Como o sono dos navegantes, em mar de calmaria. Como a paz dos caminhantes, na volta da romaria. Maria. Todo o tudo que restava do quase nada que fora, desde o sempre. Como antigo monumento, escavado , escalavrado. Como antiga ruína, explorada, espoliada. Maria. Mesmo assim; na imobilidade do nunca, na impossibilidade do sempre. Maria.
02/10/09
dos amores impossíveis - III
É. Eu sei.
É coisa de cubanos, cognac, scarpin. Espada de samurai. Muralha da china. Chinelo de pelica. Pelicano e albatroz. Atrás da lua. Luminescência. Numismática. Estática. Tática. Tive, perdi. Fodeu.
E, deveria saber?